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Archive for the ‘Acontece em SP’ Category

O governo Haddad apresentou, no fim de março, um conjunto de cem metas que a sua gestão se compromete a atingir nos próximos 4 anos à frente da Prefeitura de São Paulo. Para debater as metas e ouvir propostas da população para o documento, serão realizadas, a partir do dia 13 de abril, audiências públicas em todas as subprefeituras (conheça o calendário de audiências).

O Plano de Metas está previsto na Lei Orgânica do Município de São Paulo desde 2008 e obriga a equipe de cada governo eleito a apresentar suas metas em até 90 dias após a posse, incorporando nele as propostas da campanha eleitoral. Trata-se de um instrumento para que a população possa discutir o que é prioritário para a cidade acompanhar a gestão, monitorando o andamento do governo. Ao final dos 4 anos, poderemos saber se essa gestão conseguiu atingir aquilo a que se propôs.

Será que os/as quase 3 milhões de jovens da cidade estão satisfeitos com as propostas deste Plano? Será que suas demandas e especificidades foram consideradas?

No atual governo, o tema juventude é puxado pela Coordenadoria de Juventude, que está alocada na recém-criada Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania. No entanto, as políticas dirigidas a jovens precisam ser discutida e implantadas com envolvimento de várias secretarias.

O GT Juventude da Rede Nossa São Paulo destacou aqui 41 das 100 metas que se relacionam mais com os interesses e demandas da juventude, e realizou uma breve análise para ajudar jovens e interessados no tema juventude a fazer sua avaliação e a participar das audiências. Muitas das metas afetam a juventude, mas poucas mencionam jovens como um grupo social específico a ser considerado.

Juventude e políticas segurança públicas

O Programa Juventude Viva vem sendo divulgado pelo governo municipal como a principal ação dirigida a jovens, no entanto não aparece entre as metas. Ele vem de uma iniciativa do governo federal e se propõe a prevenir a mortalidade de jovens negros, especialmente de renda mais baixa e em territórios mais violentos. Em contrapartida, consta na meta nº35 a realização da Operação Delegada, um acordo entre Governo do Estado e Prefeitura para ampliar o efetivo da Polícia Militar no “patrulhamento noturno em áreas de altos índices de violência”.

Setores importantes da juventude vem há tempos denunciando a violência policial contra a juventude negra – demanda que inclusive deu origem ao Programa Juventude Viva. Em 2012 a polícia foi responsável por quase 20% dos homicídios de São Paulo e tem sido apontada como responsável por executar jovens nas periferias. Há indícios claros da existência de grupos de extermínio operando entre as forças policiais, sem a devida investigação e punição pelo poder público.

O GT Juventude entende que essa meta entra em evidente conflito com o desejo da juventude e explicita um entendimento equivocado de segurança pública no âmbito do município, ao investir na repressão ao invés de promover ações preventivas e de afirmação dos direitos sociais das populações jovens mais afetadas.

Não podemos deixar de apontar, contudo, um conjunto importante metas que constam do documento, que fazem parte de demandas expressas por diferentes grupos e organizações ligadas a juventude e devem beneficiar de forma importante os/as jovens – algumas dessas ações foram destacadas na tabela abaixo.

tabela_nossasp

Participe!

Acreditamos que o Plano de Metas é um instrumento importante de controle social e participação para jovens e certamente pode contribuir para o desenvolvimento de boas políticas públicas de juventude. Por isso fica o convite à participação nas audiências a todas e todos jovens do município. Apareça e faça a diferença!

Confira aqui as 41 metas analisadas, sua relevância e qual é a secretaria responsável.

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Não deixe de acompanhar o que está sendo feito das propostas da juventude saídas nas Conferências de 2011. Estão sendo discutidas pelo poder público? Vão virar ações ou ficarão no papel?

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Texto extraído do blog http://forumhiphopeopoderpublico.blogspot.com.br/

A Secretaria de Participação e Parceria (SMPP) junto com a Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Municipal de Educação e com o apoio do Fórum de Hip Hop Municipal, instituído pela Lei municipal 14.485/2007, realiza a Semana da Cultura Hip Hop 2012 de 18 a 24 de março em toda a cidade de São Paulo.

Durante a semana, serão realizados debates sobre o hip-hop, diálogos entre a periferia e o poder público, apresentações artísticas e oficinas ligadas aos quatro elementos do Hip Hop: Graffiti, Mc’s, Djs, B.Boys e B.Girls.
No primeiro dia do evento, a partir das 16h, haverá no CCJ Ruth Cardoso um bate papo sobre a temática O genocídio da população preta, além de oficinas e apresentações artísticas.
A programação seguirá nos CEUs Alvarenga, Parelheiros, Perus e São Rafael, na Câmara Municipal, Galeria Olido localizada no Boulevard São João e encerra no Vale do Anhangabaú.
O último encontro da Semana será no Vale do Anhangabaú e vai reunir os participantes dos fóruns e núcleos para um bate papo sobre o tema Hip Hop, entretenimento ou movimento?
Neste dia, ainda haverá a premiação do Prêmio Sabotage que vai homenagear pessoas que tenham se destacado no cenário do Hip Hop.
Esse ano a semana presta homenagem às personalidades que fizeram história do Hip Hop como Milton Santos, Abdias do Nascimento, Dina Di, Negro Útil, Gilmar Regina, Natanael Valencio, Dona Flora e Cash Beat.

A semana já começou, mas ainda dá tempo para acompanhar:

Zona Oeste – CEU Perus

22 de março
Endereço: Rua Bernardo José de Lorena, s/nº
Telefone: 3915-8753

Atividades
Núcleo Negrútil

Bate Papo: Drogas na Periferia: repressão ou saúde pública

Oficinas: MC – Zinho (Dragões de Komodo)/ Graffiti – HEU / B.Boy – Penguin/ Dj – Asa
Apresentações: Cartel Central / Tabata Alves/ Funk RHK/ Mamuti NusCorre

Centro – Câmara Municipal

23 de março
Endereço: Viaduto Jacareí, 100, Bela Vista
Atividades
Núcleo Dona Flora Cash Beats & Núcleo Natanael Valêncio

Bate Papo: Da imprensa Negra ao Hip Hop; O fim das Rádios Comunitárias à migração para a comunicação virtual
Espaço Freestyle

Apresentador: Mago Abelha e Letícia Arruda
Redidente: Dj Tano

Vale do Anhangabaú
Encerramento da Semana

Atividades
Núcleo Bolando Ideias

Bate Papo: Hip Hop Entretenimento ou Movimento?

Apresentações: Amanda Negrasim/ Afavel/ Alvos da Lei/ Clube do Berro/ Central Brasileira do Flow/ Dinastia/ Extremo Leste Cartel/ Fantasma Vermelhos/ MC Britinho/ Odisséia das Flores/ Primeira Função/ QJ Racional/ Rapper Piratas/ Rima Fatal/ Sandrão RZO/ Tocais MC’s/ Vinão Alobrasil/ Luana Rodrigues/ Xemalami

Residentes: Dj Simonne/ Dj Bia/ Dj Tati Lazer/ Dj Guinho Botelho/ Dj Jorge/ Dj Erick Jay/ Dj Big Edi/ Dj Nyack/ Dj Dagoma/ Dj Sandro Lobato
BREAKING: Crew Power Tricks/ Crew Detroit Break/ Crew Ritmos B.A.S.E/ Bio All Stars/ El’Intocáveis/ Turma de Raiz/ Andrei’s Girls

 

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A proposta orçamentária de 2012, que está em discussão na Câmara dos Vereadores, sugere um corte de 26,97%. Em carta aos mandatos, o GT Juventude repudiou o profundo descaso com a cultura pelo governo municipal e pediu aos vereadores da Comissão de Finanças a revisão dos valores. “A população jovem é, notadamente, uma das que mais busca acesso às políticas da área cultural, seja como produtora e difusora de cultura, seja como público dos espaços e atividades oferecidas” diz o texto entregue em audiência pública do dia 16 de novembro.

Entre os Programas afetados está o VAI, uma política, de reconhecido sucesso, dirigida a grupos juvenis de periferia de reconhecido sucesso. O valor indicado, de R$ 3 milhões e 100 mil irá acarretar a redução do número de grupos apoiados no ano que vem. Contudo, a mobilização começa a ter efeito e o relator do orçamento, vereador Milton Leite diz que irá aceitar o pedido de aditamento, que elevaria esse valor para R$ 4 milhões. A bancada do PT na Câmara também sinaliza seu apoio, com nomes como Ítalo Cardoso, Alfredinho, José Américo e Donato.

A audiência final do orçamento está marcada para dia 12 de dezembro, 10 horas, na Câmara Municipal.

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Na etapa estadual, realizada nos dias 4, 5 e 6 de novembro no Guarujá , jovens da cidade de São Paulo voltaram a sofrer com a falta de organização, como já ocorrera na Conferência Municipal. Desta vez a estrutura foi o grande obstáculo para delegados e delegadas: alimentação de má qualidade levou muita gente a passar mal e esgotar o soro na ambulância; alojados em salas de aula, jovens foram obrigados a dormir no chão, já que não havia colchonetes para todos; em alguns locais faltou água, em outros, luz e o banho, quando possível, era frio; o transporte foi confuso e gerou atrasos. Alguns representantes acabaram voltando a São Paulo, e as organizações acabaram arcando com as despesas dos jovens, como a alimentação.
Ainda assim, mais uma vez as discussões contribuíram para compensar as dificuldades e boas propostas agora vão para a etapa nacional, que ocorre entre os dias 9 e 12 de dezembro em Brasília.

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Organizações ligadas ao GT Mobilidade da Rede Nossa São Paulo se reuniram no último dia 4 de novembro para realizar um flashmob no metrô Paulista – Linha Amarela. Jovens Mcs e beatbox puxaram uma letra que ironizou o descaso da prefeitura com o Plano de Mobilidade e cobrou o empenho da verba de 15 milhões aprovadas na Câmara e que deveria ser utilizada ainda este ano.

Recentemente o Ministério Público recomendou ao governo a utilização do valor e a instalação do Conselho municipal de transportes até o final de dezembro.

Veja aqui o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=ie2GZylJJCE&feature=player_profilepage

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Com o objetivo de garantir o transporte gratuito para toda a população, o MPL pretende enviar à Câmara Municipal um projeto de lei de iniciativa popular, para o qual precisa arrecadar 500 mil assinaturas. Caso tenha interesse em contribuir com a Campanha Tarifa Zero acesse: http://www.tarifazerosp.net/participe/

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Com a presença de 750 eleitores, aconteceu, último dia 15 de outubro, a eleição para o Conselho Municipal de juventude. Foram escolhidos 17 conselheiros e seus suplentes, sendo as outras 17 cadeiras indicadas pela Prefeitura, com mandato de dois anos. Criado em 2008, o Conselho tem como missão acompanhar, fiscalizar e propor políticas públicas de juventude na cidade e é um canal de participação para grupos juvenis e organizações. Os novos conselheiros terão como missão superar alguns problemas da atual gestão, como a dificuldade de quórum para reuniões e falta de deliberações e encaminhamentos concretos.

É importante conhecer os novos representantes e acompanhar as atividades e reuniões para garantir que este novo Conselho cumpra seu papel. O GT Juventude irá ajudar a população a monitorar e obter informações sobre o andamento da nova composição do Conselho .

Os/as eleitos/as, segundo as vagas, foram:

Entidade de Apoio:
Flavio Munhoz – Comunidade Cidadã

Euzébio Jorge Silveira Souza – Centro de Estudos e Memória da Juventude

Cultura e Arte:
Renildo da Silva Oliveira – Movimento Cultural de Guaianases

Deficiência e Mobilidade Reduzida:
Evandro Vinicius Felizardo – Núcleo Betel

Diversidade Religiosa:
Anderson Gonçalves de Brito – Pastoral da Juventude

Educação e Novas Tecnologias:
André Ferreira Silva – Instituto Daniel Comboni
Danilo Rosa de Lima – Educafro
Renan Massabni Martino – Núcleo Centro Social URS Belle

Esporte e Lazer:
Kleberson de Almeida Ferreira – Grêmio Rec. Cult. Esporte Clube União

Gênero e Diversidade Sexual:
Lea Marques Silva – Partido dos Trabalhadores
Marina Ruiz Cruz – União Brasileira de Mulheres UBM

Movimento Estudantil:
Priscila Ribeiro Rocha – Casale da UMES/SP
Guilherme Augusto Forli – DACS Umberto Eco

Qualidade de Vida, Saúde e Meio Ambiente:
Daniel da Silva Cunha – CADESC

Relações Raciais e Étnicas:
Roberta Guilherme de Melo – Associação Frida Kahlo

Trabalho, Emprego e Geração de Renda:
Carlos Alberto Pires Guimarães – CUT

Outros:
Janaina Cristina da Silva – Frente de Luta por Moradia

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A Câmara dos deputados aprovou, no último dia 05 de outubro, o Estatuto da Juventude, que regulamenta os direitos de pessoas entre 15 e 29 anos de idade e define um sistema de garantia de direitos, por meio do Sistema Nacional de Juventude. Agora o texto segue para o Senado. Para conhecer o documento na íntegra, clique aqui.

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Depoimentos sobre a II Conferência Municipal da Juventude de São Paulo

“A Conferência Municipal vai me permitir conhecer o que os jovens estão pensando e querendo para a cidade. Isso vai ser muito importante para orientar o trabalho da Coordenadoria. Temos que saber a opinião deles.”

“Nós procuramos garantir que esses jovens que vieram aqui não ficassem perdidos, por isso realizamos 15 conferências livres em diferentes regiões. Também nos preocupamos em conseguir uma estrutura adequada, mas é complicado, pois não é fácil conseguir viabilizar uma série de coisas dentro da Prefeitura. É demorado, difícil em alguns momentos”

Devanir – Coordenador de Juventude

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“Já estamos no sétimo coordenador de juventude. Isso tem atrapalhado, pois vimos muito pouco ser colocado em prática. Os resultados ainda são fracos, precisamos avançar muito nas políticas de juventude em São Paulo. A Conferência é um momento importante para isso, uma forma de conseguir abrir espaço para a participação de jovens, construir propostas e encaminhar nossas pautas. Mas ela, sozinha, não é suficiente.”

Rapper Pirata – Fórum do Hip Hop

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“Trouxemos como principal reivindicação, nesta Conferência, garantir que a educação escolar trabalhe temas como educação não-sexista, equidade de  gênero, diversidade e orientação sexual.”
“Percebemos que é necessário monitorar aquilo que é produzido para a juventude, como documentos e recomendações das Nações Unidas, o legislativo e o processo de Conferências, aquilo que está previsto e precisa ser revertido em políticas. São instrumentos importantes para que possamos pressionar o poder público.”

Thais Gava – ECOS

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“A juventude precisa ser ouvida. É necessário que se fortaleçam os espaços de participação dos jovens para que as políticas de juventude possam de fato incorporar suas questões”

Regina Nascimento – Juventude LBV

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“Chegamos na segunda Conferência como se não houvesse acontecido a primeira. Isso é ruim, pois o que foi tirado não foi levado em conta pelos governos.”
“Precisamos recuperar o Conselho de Juvent ude como forma de criar e monitorar as políticas.”

Lia – Jovens feministas

 

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